A caneta e a enxada são instrumentos úteis ao homem. Justificam, aparentemente, uma relação de oposição entre o engajamento e a alienação que, segundo Hegel, tendem a uma aproximação.
Mas em que medida a enxada caracteriza o ser dominado diante da caneta, como ser dominador? O sistema capitalista a que somos submetidos é estruturado, fundamentalmente, pela exploração do homem pelo homem, no qual o “poder” é análogo ao “ter”. Uma minoria elitizada domina uma massa alienada, segundo os interesses egoisticamente unilaterais da classe dominante.
Embora a caneta e a enxada mostrem interesses opostos e conflitantes, há profunda entificação, na medida em que ambos os instrumentos coexistem, isto é, não há dominador sem dominado e nem elite sem massa, em nossa sociedade.
Enquanto a caneta simbolizar a consciência e a enxada, a ignorância, o primeiro prevalecerá sob o segundo, pois o conhecimento gera dominação e esta, passividade.
Assim, ambos são a antítese que se sintetizam na estrutura social capitalista.
Autor: Eduardo de Moraes Sabbag
Tô vendo uma esperança.............EDUCAÇÃO
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