terça-feira, 8 de setembro de 2009

“A Enxada e a Caneta”

A caneta e a enxada são instrumentos úteis ao homem. Justificam, aparentemente, uma relação de oposição entre o engajamento e a alienação que, segundo Hegel, tendem a uma aproximação. Mas em que medida a enxada caracteriza o ser dominado diante da caneta, como ser dominador? O sistema capitalista a que somos submetidos é estruturado, fundamentalmente, pela exploração do homem pelo homem, no qual o “poder” é análogo ao “ter”. Uma minoria elitizada domina uma massa alienada, segundo os interesses egoisticamente unilaterais da classe dominante. Embora a caneta e a enxada mostrem interesses opostos e conflitantes, há profunda entificação, na medida em que ambos os instrumentos coexistem, isto é, não há dominador sem dominado e nem elite sem massa, em nossa sociedade. Enquanto a caneta simbolizar a consciência e a enxada, a ignorância, o primeiro prevalecerá sob o segundo, pois o conhecimento gera dominação e esta, passividade. Assim, ambos são a antítese que se sintetizam na estrutura social capitalista. Autor: Eduardo de Moraes Sabbag Tô vendo uma esperança.............EDUCAÇÃO

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