domingo, 6 de setembro de 2009

Obras Literárias UFG 2010-1

Relação de Obras Literárias Indicadas ao PS 2010-1 Livro dos homens. BRITO, Ronaldo Correia de.
O universo destas histórias é um sertão de ressonâncias existenciais, denso, de linguagem depurada, que conjuga em perfeito equilíbrio dureza e poesia. O espaço amplo, a solidão, os códigos, hábitos e constrangimentos sociais típicos do sertão dão às histórias uma austeridade digna de tragédias clássicas. Em alguns momentos, esse sopro clássico se reflete em inteligentes investigações morais, em outros, nos conflitos insolúveis entre os personagens, quando dois ou mais pontos de vista, a seu modo igualmente justos, se enfrentam até as últimas conseqüências. Mas "Livro dos Homens" marca, ainda, pela primeira vez na obra de Ronaldo Brito, o surgimento de enredos em que o imaginário sertanejo e o da cultura popular nordestina se encontram com a modernidade. Isso prova que, ao contrário do que se poderia pensar numa leitura apressada, o autor não se propõe a fazer uma releitura dos temas e da técnica regionalista. Sua literatura é inovadora, pessoal, encontrando ligações inesperados entre a força simbólica da atmosfera sertaneja e a contemporaneidade na qual todos vivemos.
O demônio familiar. ALENCAS, José de.

UFG 2010 - O Demônio Familiar

UFG 2010/1 A comédia O Demônio Familiar (1857) é considerada uma de suas melhores peças teatrais. Foi escrita na mocidade do grande homem de letras. José de Alencar já ingressou no teatro com um propósito definido, armado de uma teoria. Escreveria com o intuito de melhorar o teatro de seu , que procurava ganhar as boas graças do público, pelo riso fácil. Em o Demônio Familiar, Alencar alcançou plenamente seu ideal de comediógrafo.

As primaveras. ABREU, Casimiro de

UFG 2010/1 Cassimiro de Abreu é o poeta do lirismo e da simplicidade. Os anseios da juventude, as saudades da infância e os compromissos com sua terra natal fazem da obra de Cassimiro de Abreu, precoce e espontânea, uma das expressões mais legítimas da poesia do Romantismo brasileiro. Nostálgico, lírico e dono de uma poesia extremamente musical, o poeta carioca continua encantando e cativando seus leitores. As primaveras (1859) é o único livro do poeta publicado em vida. No prefácio desta obra, escreve: "Assim, as minhas Primaveras não passam de um remalhete das flores próprias da estação - flores que o vento esfolhará amanhã, e que apenas valem como promessa dos frutos do autono".
Memórias de um sargento de milícias. ALMEIDA, Manuel Antonio de.

Memórias de um sargento de Milícias

Memórias de um sargento de milícias é um romance de Manuel Antônio de Almeida. Foi publicado originalmente em folhetins no Correio Mercantil do Rio de Janeiro, entre 1852 e 1853, anonimamente. O livro foi publicado em 1854 e no lugar do autor constava "um brasileiro". A narrativa de Memórias de um sargento de milícias, de estilo jornalístico e direto, incorpora a linguagem das ruas, classes média e baixa, fugindo aos padrões românticos da época, onde os romances retratavam os ambientes aristocráticos. A experiência de ter tido uma infância pobre contribuiu para que Manuel Antônio de Almeida desenvolvesse a sua obra. Considerada uma obra precursora do realismo, destaca-se, ao lado de O filho do pescador de Teixeira e Souza e A moreninha, de Joaquim Manoel de Macedo, entre as primeiras produções românticas da literatura brasileira.
A confissão. CARNEIRO, Flávio.

UFG 2010 - A Confissão

A confissão (2006), de Flávio Carneiro (Goiânia, 1962) é uma obra que oscila entre o romance fantástico e o romance de terror, agradando em cheio ao leitor moderno, por suas situações insólitas, pela ruptura com as noções canônicas de tempo e espaço e pela incansável fixação do inapreensível, do inusitado e do efêmero. O autor explora a violência em um lugar e tempo em que isso já não choca mais, já não produz mais objeção, frente à ausência de valores que norteiam a sociedade materialista e individualista da pós-modernidade. No plano da fabulação, um narrador anônimo seqüestra uma mulher e a leva para uma casa isolada, na qual a submete ao vexame de ouvir sua história. Ouçamos nós também.

Nova antologia poética. SOUSA, Afonso Félix de.

Nova Antologia Poética

Afonso Felix e Sousa é um poeta da chamada terceira fase do Modernismo Brasileiro, ao lado de João Cabral de Melo Neto. Estes autores, sem deixar de ser modernos, cultivam uma poesia tradicional na forma e no conteúdo, resgatando uma tradição que as fases anteriores do Modernismo se esforçaram por esquecer. Não é à-toa que a memória é uma das principais fontes de criação desses artistas. Afonso Felix faz uma poesia lúcida, policiada pela razão, despida do subjetivismo exacerbado e do sentimentalismo piegas, resgatando, especialmente o soneto, a balada, o vilancete e a canção, dentre as formas da lírica, ao lado de elementos básicos do épico de fundo social, como se vê em poemas como “A moça de Goiatuba” e “A nau do Comboja”. Poeta-crítico, Afonso Felix faz uma poesia para se ler e refletir. (Humberto Milhomem) Tô vendo uma esperança ............EDUCAÇÃO

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