sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Juraildes, o desconhecido agora ilustre

Roberta Pennafort (AE)Rio

Caetano? Cauby? Ney? Vindo de Goiânia com a passagem aérea paga pelo governo local, Juraildes da Cruz desbancou os concorrentes mais conhecidos e saiu do Teatro Municipal do Rio, onde foi realizada a 21ª edição do Prêmio da Música Brasileira, na noite da última quarta, como melhor cantor pelo voto popular. Fez par com Daniela Mercury, outra escolha dos internautas. “Por que ganhei é um mistério. Sou desconhecido, não tenho gravadora”, dizia Juraildes, atônito, na saída. Juraíldes é tocantinense de Aurora do Tocantins e reside em Goiânia (GO) há vários anos.

Caetano, Cauby e Ney também receberam troféus - como Zeca Baleiro, Zezé Di Camargo & Luciano, Zélia Duncan -, mas a premiação agraciaria ainda outros nomes que o grande público ignora: o baiano Letieres Leite (arranjador de hits de Ivete Sangalo) e sua Orkestra Rumpilezz (revelação e melhor grupo instrumental), os cariocas do 4 Cabeça (grupo de MPB) e o sambista Tantinho da Mangueira (cantor de samba e CD).

Homenagem

A presença de Dona Ivone Lara, a homenageada, saudada como “sambista completa”, já era prenúncio de que o samba teria vez. Não só o carioca, mas também o da Bahia - o compositor Roque Ferreira foi premiado por Feita na Bahia, que Maria Bethânia gravou em Encanteria (melhor CD de MPB, sendo Bethânia melhor cantora). Cantada por Caetano (Acreditar), Lenine (Alguém me Avisou) e seu parceiro Delcio Carvalho (Candeeiro de Vovó/ Alvorecer/ Sereia Guiomar), Dona Ivone, de 89 anos, surgiu como rainha, sentada num trono no meio do palco. Com a plateia a seus pés, disse mais de dez “obrigada” pelo tributo. Os jurados do prêmio, organizado por José Maurício Machline, são produtores e jornalistas, que ouviram quase 700 CDs. (Com colaboração da Redação do JTo.)

Fonte: Jornal do Tocantins: 13/08/2010

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